12 de março de 2026
Teixeira de Freitas
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Dom Jailton se despede em missa histórica e emociona fiéis na Catedral São Pedro

Nomeado pelo Papa Francisco, bispo deixa Teixeira de Freitas após seis anos e assume nova missão em Itabuna; celebração foi marcada por homenagens, músicas e lágrimas

Foto: Wesley Morau

Na noite desta quinta-feira (3), a Catedral São Pedro, em Teixeira de Freitas, foi palco de uma das celebrações mais emocionantes da história da Diocese de Teixeira de Freitas/Caravelas. A missa de envio de Dom Jailton de Oliveira Lino reuniu centenas de fiéis, padres e autoridades, marcando sua despedida após seis anos de episcopado na cidade.

Foto: Wesley Morau

Nomeado pelo Papa Francisco para assumir a Diocese de Itabuna, Dom Jailton encerra sua primeira missão episcopal com um legado de fé, estrutura e proximidade com o povo. A transferência será oficializada nesta sexta-feira (5), quando ele tomará posse da nova diocese no sul da Bahia.

Uma celebração marcada por fé, música e emoção

A missa reuniu todo o clero da diocese — com exceção dos padres que estão em missão no exterior — em um gesto de unidade e reconhecimento à liderança de Dom Jailton. O momento mais comovente da celebração veio com a apresentação do coral diocesano, fundado pelo próprio bispo, que interpretou a música Por uma Grande Missão. Com versos como “Eu disse sim, ó Senhor, eu disse sim por amor”, a canção emocionou os presentes e sintetizou a entrega total de Dom Jailton à sua vocação.

Em sua homilia, o bispo fez uma analogia poética de sua caminhada: “O mar é Deus, o barco sou eu, e o vento forte que me move é o Espírito Santo. Assim deve ser a vida de um bispo: sempre pronto a seguir para onde o amor de Deus o soprar”. Ele também relembrou o lema que escolheu ao chegar à diocese — Avance para as águas mais profundas — e afirmou que hoje entende esse chamado como preparação para os novos desafios que o aguardam em Itabuna.

Legado de fé e transformação

Durante seu ministério em Teixeira de Freitas/Caravelas, Dom Jailton protagonizou uma verdadeira transformação pastoral. Foram criadas 15 novas paróquias, ordenados 27 padres e fortalecidas as pastorais e movimentos leigos. Também estruturou o tribunal eclesiástico e ampliou a presença missionária da Igreja nas comunidades mais distantes. Hoje, a diocese conta com o clero mais jovem do Regional Nordeste (Bahia e Sergipe) e é o quarto maior do país.

O vice-prefeito Mateus Guerra esteve presente representando o prefeito e o Poder Executivo, e homenageou o bispo pelo serviço prestado à comunidade católica e ao desenvolvimento espiritual da cidade.

Uma despedida inesquecível

Nos momentos finais da celebração, com a voz embargada, Dom Jailton compartilhou suas últimas palavras como bispo da diocese e surpreendeu ao cantar Ninguém te ama como eu. A canção foi encerrada com uma frase que ficará marcada na memória dos fiéis: “Olhe para a Cruz, esta é a minha grande prova… ninguém te ama como eu.”

Em um gesto de carinho e reconhecimento, os padres e fiéis presentearam Dom Jailton com um novo báculo — símbolo da missão episcopal. O presente simboliza não apenas a gratidão da comunidade, mas também a bênção e o envio do seu povo para que ele continue sua missão com coragem, fé e esperança.

“Essa foi a minha primeira diocese, o meu primeiro amor”

Ao se despedir, Dom Jailton agradeceu a todos que caminharam ao seu lado nesses anos e reforçou que, embora siga para uma nova missão, leva Teixeira de Freitas no coração. “Essa foi a minha primeira diocese, o meu primeiro amor”, disse, visivelmente emocionado.

Assim como Jesus enviou os discípulos de dois em dois, Dom Jailton parte agora impulsionado pelo mesmo vento que sempre guiou seu barco: o Espírito Santo. E a Diocese de Teixeira de Freitas/Caravelas, com o coração grato, reza por seu novo caminho.

Por: O Observatório/Fotos: Wesley Morau